Juliano Cazarré gera polêmica em debate na GloboNews

O ator Juliano Cazarré participou de um debate sobre masculinidade no programa GloboNews Debate, na noite de terça-feira, 12 de maio, e gerou intensa polêmica com suas declarações. Durante a discussão, Cazarré defendeu um evento voltado para homens e expressou uma visão particular sobre o papel masculino na sociedade, afirmando buscar incentivar a formação de “homens que sirvam”.

A controvérsia se aprofundou quando o ator alegou, sem citar fontes específicas, que mulheres não seriam as principais vítimas de violência no Brasil. Ele argumentou: “O Brasil é um país violento contra homens, contra negros, contra brancos, contra crianças, contra idosos. É um dos países que mais matam no mundo. Mata muito homem, inclusive mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”.

As afirmações de Cazarré foram imediatamente rebatidas. A jornalista Julia Duailibi contestou a ideia de que a violência nacional atinja a todos “democraticamente”. A psicanalista Vera Iaconelli também expressou estranheza com os dados apresentados pelo ator. Em um momento crucial, o consultor em equidade de gênero, Ismael dos Anjos, corrigiu a informação, esclarecendo que o número de 1.500 mortes mencionado por Cazarré se refere estritamente aos casos registrados como feminicídio, que é um crime específico onde a mulher é morta por ser mulher, muitas vezes ligado ao controle e não aceitação de separação.

A repercussão do debate extrapolou o programa. A atriz e apresentadora Juliana Baroni manifestou sua indignação nas redes sociais. Em seu perfil do Instagram, Baroni criticou a GloboNews por, em sua opinião, dar “tanto espaço pra fakenews sem uma checagem de fatos e pronta correção”, questionando se o ocorrido seria “Jornalismo ou sensacionalismo?”.

Fonte: FOFOCAS – Contigo

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