O apresentador Ratinho e a bailarina Cintia Melo firmaram um acordo que pôs fim à ação judicial de R$ 2 milhões por racismo. A decisão, recentemente homologada pela Justiça, encerra o processo que se arrastava, incluindo cláusulas de confidencialidade que proíbem a divulgação de valores e manifestações públicas sobre o caso por ambas as partes.
O episódio que deu origem à controvérsia ocorreu em abril de 2024, durante o Programa do Ratinho, exibido pelo SBT. Na ocasião, o apresentador questionou o cabelo da bailarina Cintia Melo, insinuando que se tratava de uma peruca. Mesmo após a confirmação de Melo de que seu cabelo era natural, Ratinho insistiu nos comentários e chegou a pedir que uma assistente puxasse o cabelo da bailarina ao vivo, gerando grande constrangimento.
Cintia Melo relatou ter se sentido humilhada e sem reação no momento da gravação. Posteriormente, ela procurou o apresentador para expressar seu incômodo, mas não obteve um pedido de desculpas. A bailarina classificou o ocorrido como “racismo recreativo” e, em decorrência do trauma, decidiu pedir demissão do SBT após cerca de nove anos de dedicação à emissora.
A ação judicial movida por Cintia Melo pleiteava uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais, além de um pedido para que Ratinho fizesse um pedido público de desculpas em diversos programas. Os advogados da bailarina argumentaram que a situação ultrapassou os limites de uma brincadeira, constituindo uma grave ofensa à honra e à identidade da profissional.
Em sua defesa perante a Justiça, Ratinho alegou que a situação não passou de uma brincadeira, justificando que mantinha uma relação próxima com a bailarina e que não havia qualquer intenção racista em seus comentários. Ele também afirmou que Cintia costumava usar perucas no programa, o que teria motivado sua fala durante a atração.
Com a formalização do acordo entre as partes, o processo será arquivado, e os detalhes específicos não serão divulgados devido à cláusula de confidencialidade, uma prática comum em litígios dessa natureza. A resolução evita uma decisão final da Justiça sobre o mérito da acusação, uma estratégia frequentemente adotada para prevenir desgastes maiores e garantir a discrição sobre os termos da conciliação.
Fonte: FOFOCAS – RD1 Noticias