O ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, realizou um investimento substancial em poços de petróleo destinados à exploração na Venezuela, tornando-se sócio em empreendimentos do setor no país. A aplicação financeira, que alcançou a cifra de aproximadamente US$ 150 milhões, era um tópico compartilhado por Vorcaro com seus interlocutores, conforme apurado.
A presença de Vorcaro na Venezuela foi registrada entre os dias 27 de novembro e 1º de dezembro de 2023, período em que se hospedou na capital Caracas. Curiosamente, essa viagem ocorreu aproximadamente dois anos antes de sua primeira detenção, em 17 de novembro de 2025, no contexto da Operação Compliance Zero. Naquela ocasião, Vorcaro foi interceptado no Aeroporto Internacional de Guarulhos enquanto tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
As investigações contra o ex-banqueiro, conduzidas pela Polícia Federal (PF), Banco Central e Ministério Público Federal, apontam para a utilização de títulos de crédito falsos e outros crimes contra o sistema financeiro, com a potencial fraude estimada em R$ 17 bilhões. Após a primeira prisão, Vorcaro permaneceu detido por dez dias, sendo posteriormente transferido para regime domiciliar em 29 de novembro do ano passado.
Contudo, uma nova ordem de prisão foi emitida em 4 de dezembro, por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado fundamentou a decisão alegando que a liberdade de Vorcaro representaria um “risco concreto de interferência nas investigações”. Após a segunda detenção, mensagens interceptadas pela PF vieram a público, revelando, entre outros conteúdos, uma suposta ordem de agressão ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e interações do então banqueiro com o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Atualmente, Daniel Vorcaro permanece custodiado em um presídio de segurança máxima no Distrito Federal.
Fonte: POLITICA – Revista Oeste