Zico Egípcio Desafia Favoritos: O Que Ninguém Esperava!

No cenário vibrante da Copa do Mundo de 2026, uma estrela improvável emerge dos gramados, capturando a atenção global. Mostafa Abdel Raouf, carinhosamente conhecido como “Zico”, embora não ostente a mesma fama do icônico camisa 10 brasileiro, está pronto para escrever seu próprio capítulo na história do futebol. O atacante egípcio, titular em sua seleção, carrega a esperança de toda uma nação ao liderar os “Faraós” em um confronto decisivo contra a Austrália, na fase de 16-avos de final, nesta sexta-feira, 3 de julho.

A ascensão de Zico ao estrelato é um testemunho de talento e resiliência. Convocado de forma surpreendente para a seleção, o jogador de 29 anos já fez história ao se tornar o primeiro egípcio a marcar um gol e dar uma assistência na mesma partida do Mundial, um feito notável alcançado em 22 de junho contra a Nova Zelândia, e igualado por Mohamed Salah no mesmo jogo. O Egito, buscando uma vaga nas oitavas de final, enfrentará a Austrália em Dallas, às 15h (horário de Brasília), e a expectativa é que Mostafa, peça-chave do Pyramids FC, mantenha sua titularidade, como fez nas três partidas da fase de grupos.

A jornada de Mostafa até os holofotes da Copa do Mundo é marcada por sacrifícios e reviravoltas. “Eu estava me preparando para passar as férias de verão na Costa Norte quando fui surpreendido por uma ligação de Hossam Hassan para integrar a seleção. E aqui estou eu, jogando e marcando gols em uma Copa do Mundo”, revelou o atacante após a vitória por 3 a 1 sobre a Nova Zelândia. Quando jovem, aos 14 anos, Mostafa viu seu sonho de jogador de futebol quase se desvanecer após a morte de seu pai, quando precisou assumir as responsabilidades na loja de roupas da família. Foi seu irmão mais velho, Abdel Raouf, quem verdadeiramente abriu mão de sua própria carreira no futebol para priorizar o futuro de Mostafa. “No fim das contas, fechamos a loja para podermos nos dedicar inteiramente à trajetória dele”, contou Abdel à AFP.

Curiosamente, o apelido “Zico egípcio” pertencia originalmente a Abdel. “Quando eu jogava futebol, meu nome era muito longo, então meu tio me deu o apelido de Zico por carinho. O nome vem do sobrenome Zaki, e ele também gostava do jogador brasileiro Zico. Quando Mostafa começou a jogar, ele era chamado de ‘pequeno Zico’, até passar a ser simplesmente ‘Zico’ depois que parei de jogar”, explicou Abdel, revelando a passagem de bastão de um sonho para outro.

A carreira clubística de Mostafa solidificou-se em seu país natal. Em 2019, foi contratado pelo Haras El-Hodoud, conquistando o acesso à primeira divisão egípcia. Em 2023, juntou-se ao ZED e, em 2025, transferiu-se para o Pyramids FC, onde se tornou uma peça fundamental na conquista da Copa do Egito em maio. Ao contrário de outras estrelas egípcias como Salah ou Marmoush, Mostafa optou por construir sua trajetória sem deixar as ligas de seu país.

Sua convocação para a seleção, embora tenha sido chamado pela primeira vez em 2022 pelo técnico português Rui Vitória sem entrar em campo, foi uma verdadeira surpresa na lista final para os treinos pré-Copa de 2026. Mostafa retribuiu a confiança do treinador Hossam Hassan com atuações impactantes, marcando o único gol na vitória por 1 a 0 em um amistoso contra a Rússia e, mais tarde, aproveitando uma falha de Marquinhos para balançar as redes em uma derrota por 2 a 1 contra o Brasil, um desempenho que lhe rendeu elogios do próprio Zico original em uma mensagem de vídeo.

O auge de sua história até o momento veio com o gol contra a Nova Zelândia. “Antes da partida, falei com ele por telefone e soube que ele seria titular, disse a ele que ele marcaria um gol”, contou seu irmão mais velho. A celebração não demorou a chegar: “Depois do jogo, vizinhos, amigos e moradores locais se reuniram em frente à nossa casa para comemorar. Todos adoram o Mostafa”, acrescentou Abdel. Em meio à glória, Zico não esqueceu suas raízes, dedicando a vitória e o gol à sua mãe e ao seu irmão Abdel Raouf, “que foi como um pai para mim depois que nosso pai faleceu. Gostaria que ele ainda estivesse vivo para ver o que conquistei”.

Apesar de ter disputado três Copas do Mundo (1978, 1982 e 1986) pela seleção brasileira, o Zico original nunca conseguiu levantar a taça do Mundial. Embora o Zico egípcio enfrente um desafio imenso, ele não se rende à improbabilidade. “Por que não tentar ir o mais longe possível neste torneio?”, declarou ele, com os olhos fixos na ambição de fazer sua própria história, quebrando expectativas e inspirando uma nação.

Fonte: *Google Trends*

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