Lula Revela Por Que a Direita Teme a Educação!

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proferiu, nesta segunda-feira (25), uma contundente declaração durante o 1º Fórum de Reitores Brasil-África, realizado em Brasília, ao afirmar que a extrema-direita nutre um temor pela educação. Segundo o chefe de estado, este receio se fundamenta na percepção de que as instituições de ensino são o berço da consciência crítica e do pensamento autônomo, elementos que, em sua visão, são incompatíveis com as agendas desse espectro político.

Durante seu discurso, o petista detalhou as razões pelas quais, em sua análise, a direita radical se opõe ao desenvolvimento educacional pleno. Lula enfatizou que essa vertente política não apenas desdenha da autonomia inerente às universidades, mas também busca ativamente cercear a liberdade de expressão de docentes e discentes, além de reprimir a diversidade de ideias e manifestações culturais. “Em várias partes do mundo, a extrema direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam as salas de aula em instrumento de dominação”, declarou o presidente, sublinhando a gravidade da situação.

Ainda na tônica da importância da educação, Lula ressaltou que o pensamento crítico é um pilar fundamental na luta contra legados coloniais e na erradicação de preconceitos arraigados, como o racismo, a misoginia e a xenofobia. Ele reiterou o papel das universidades como “bastiões da resistência aos horrores cometidos em todas as guerras”, citando as palavras do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, que descrevia a educação como a “arma mais poderosa para mudar o mundo”. Este posicionamento reforça a visão de que a educação transcende o mero aprendizado formal, configurando-se como um instrumento vital para a transformação social e a promoção da justiça.

O presidente também direcionou seu olhar para os desafios enfrentados por milhões de jovens, especialmente em nações africanas e latino-americanas, no acesso à educação de qualidade. Ele apontou a deficiência de infraestrutura tecnológica, como a falta de conexão à internet e energia elétrica, e a carência de recursos digitais como barreiras significativas que contribuem para a exclusão em um cenário global cada vez mais dependente do conhecimento e da tecnologia. A estatística de que apenas 9% dos jovens africanos ingressam em universidades ilustra a dimensão dessa disparidade, um tema de particular relevância no contexto do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, que ocorreu no Dia da África. O evento também serviu para recordar o sombrio passado do Brasil como o país que mais recebeu africanos escravizados, uma dolorosa marca histórica que reforça a necessidade de cooperação e reparação entre os continentes.

Fonte: BAND JORNALISMO

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