Suzana Alves aborda síndrome do pânico após auge da fama

Suzana Alves, eternamente lembrada por seu papel como a personagem mascarada Tiazinha, que marcou o cenário televisivo no final dos anos 90 e início dos anos 2000, abriu o coração sobre os desafios psicológicos enfrentados após o período de grande exposição midiática. A atriz revelou publicamente ter vivenciado episódios severos de síndrome do pânico, uma consequência direta da incessante visibilidade e da pressão imposta pela mídia na época de seu sucesso.

Em um depoimento emocionante divulgado em suas redes sociais, Suzana detalhou a fase sombria que atravessou. “Eu já tive medo da minha própria mente. Depois que deixei a personagem, minha mente começou a me sabotar (…) Sentia muito medo, tinha crises de pânico, às vezes olhava para as pessoas e minha mente criava histórias que não existiam. Parecia que eu estava perdendo o controle da minha própria mente”, narrou a artista, ilustrando a profundidade de seu sofrimento.

A atriz ressaltou que a dificuldade não residia apenas em confrontar a fama avassaladora, mas principalmente em lidar com os impactos psicológicos prolongados que surgiram após o auge de sua carreira com a personagem. “Era uma sensação de estar sempre em alerta, como se o mundo inteiro estivesse contra mim. Eu não conseguia confiar nos meus próprios pensamentos e isso era aterrorizante”, explicou, descrevendo um estado de alerta constante e desconfiança até mesmo em relação aos seus próprios processos mentais.

Atualmente dedicada aos estudos em Psicologia, Suzana Alves afirma que aprofundar-se na área permitiu-lhe uma compreensão mais clara dos fenômenos que experimentava, mesmo sem ter as palavras adequadas para descrever seus sintomas no passado. Ela sublinha veementemente a importância crucial de cuidar da saúde mental e utiliza sua própria jornada como plataforma para auxiliar indivíduos que enfrentam dilemas semelhantes.

“Naquela época, ninguém falava de terapia. Se alguém fazia tratamento psicológico, diziam que era ‘louco’. Mas eu comecei uma guerra silenciosa dentro da minha própria mente”, comentou a atriz, contextualizando a estigmatização em torno da saúde mental em sua época. Ela enfatizou que a fé desempenhou um papel de grande suporte, mas que o autoconhecimento e a capacidade de decifrar suas próprias emoções foram elementos decisivos para buscar tratamento efetivo e reassumir o controle de sua vida.

Em sua reflexão final, Suzana Alves advertiu sobre a dualidade da fama, que, embora sedutora, pode ser perigosa para aqueles despreparados para gerenciar a pressão inerente. “Aprendi que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. É preciso coragem para olhar para dentro de si mesmo e enfrentar o que nos assusta”, concluiu, deixando uma mensagem poderosa sobre a necessidade de introspecção e coragem diante dos desafios internos.

Fonte: FOFOCAS – Contigo

Publicar comentário